Aumento da obesidade e fast-foods

O AUMENTO DA OBESIDADE NO BRASIL E A ENTRADA DAS FAST FOODS NA REFEIÇÃO DO BRASILEIRO: UM REFLEXO DA INDUSTRIALIZAÇÃO E IMPORTAÇÃO DE CULTURA

Sarah Schmitz, 13/11/2017

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Nos últimos 10 anos, o número de obesos no Brasil aumentou em 60%: de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016. O resultado disso é hoje um em cada cinco brasileiros apresentarem o problema - os dados são do Ministério da Saúde. Ainda mais alarmantes, porém, são as informações da OMS: em 2014, 54% da população brasileira estava com sobrepeso.

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Apesar do espanto diante de tais números, as causas do problema não são surpresa: progressivamente, cada dia mais a população migra da tradicional dieta brasileira para as conhecidas fast foods, ideia importada da Europa e Estados Unidos. Hambúrgueres, batatas fritas, anéis de cebola, refrigerantes, cachorros-quentes, nuggets e pastéis oa mais variados são cada vez mais vistos nas mãos de habitantes apressados das grandes cidades que, pressionados pela rotina acelerada, acabam cedendo a refeições mais ágeis.

De acordo com relatório realizado pela ONU, o sobrepeso entre adultos brasileiros aumentou de 51,1% em 2010 para 54,1% em 2014, e as causas disso, segundo a FAO e OPAS, são culturais, fundamentadas numa mudança nos padrões de consumo. A queda no crescimento econômico da América Latina em geral, assim como o desemprego generalizado e o aumento da inflação forçam a população a comer alimentos cada vez mais baratos e processados -  a chamada "comida-lixo".

Na tentativa de ganhar tempo e salvar dinheiro, porém, essas pessoas acabam caindo numa armadilha de desnutrição. Diferente da subnutrição, que consiste basicamente em estar abaixo do peso adequado por conta da baixa ingesta de alimentos e da consequente falta de nutrientes, a desnutrição advém de uma alimentação quantitativamente razoável, mas pobre em nutrientes - o que conhecemos como má alimentação. O InfoEscola alerta:

"Além de estes alimentos serem ricos em gorduras e açúcares, na maioria das vezes os consumidores comem dirigindo, em frente ao computador ou ao telefone, situações em que a concentração não está na mastigação, que fica prejudicada - e sendo esse o primeiro estágio da digestão, faz com esta sim se dê precariamente, prejudicando toda a absorção de nutrientes, já poucos nesse tipo de alimento, pelo corpo."

O resultado disso é um organismo que acumula gordura, mas sofre para cumprir todas as suas funcionalidades regularmente, pois carece de vitaminas, minerais e compostos que só podem ser encontrados numa alimentação balanceada - não oferecida pelas fast foods. Para melhor exemplificar esse contraste, segue uma tabela comparando os valores nutricionais* de uma refeição constituída integralmente por fast foods e outra formulada conforme uma dieta mais equilibrada.

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Refeição 1: BigMac + McFritas Pequena + Lata de 350mL de Coca-Cola

Refeição 2: Arroz + Feijão + Bife pequeno de patinho + Abóbora picada + Salada de tomate com alface + Maçã verde

Valor total de: Refeição 1 Refeição 2
Calorias 849kcal 350,76kcal
Carboidratos 102g 41,43g
Proteínas 28g 31,77g
Gorduras totais 37g 3,05g
Sódio 1056mg 51,02mg

*Dados retirados do site oficial do McDonalds, site oficial da Coca-Cola e do portal Dieta e Saúde. Referências ao final da matéria.

Essa comparação deixa em evidência diversos aspectos negativos d euma dieta baseada em fast foods, como os exagerados níveis de sódio e a alta quantidade de calorias adquirida. As carências do nosso corpo podem ser corretamente supridas por uma dieta balanceada que, aliada à prática regular de exercícios físicos, propicia uma vida saudável e equilibrada, servindo de grande auxílio para evitar ou amenizar complicações com a saúde em idades mais avançadas. Em contrapartida, as fast foods prejudicam nosso organismo, podendo acarretar a longo prazo no apareciemnto de diversas enfermidades, como mostra o alerta do jornal Zero Hora, fundamento em levantamento de dados do Ministério da Saúde:

"Todos os problemas aumentaram de forma expressiva nos últimos 10 anos. Entre 2006 e 2016, cresceu em 61,8% o número de pessoas diagnosticadas com diabetes. [...] A hipertensão, por sua vez, subiu 14,2% na década, passando de 22,5% pra 25,7% da população. Os indicadores relacionados a excesso de peso subiram 26,3% nos últimos 10 anos."

Além das citadas, não se pode esquecer da possibilidade de aparecem doenças coronárias, aumento dos níveis de colesterol, mal estar físico geral, problemas gastrointestinais e, ligadas a tudo isso, sobrepeso e obesidade. Há ainda relatos de identificação de sintomas de depressão após muito dias ingerindo apenas fast foods (vide documentário "Super Size Me", de 2004), sem contar os problemas de autoestima, preconceito e possível bullying.

O surgimento de todas essas alterações negativas ocorre por conta dos elevados níveis de gordura saturada e sódio apresentados por esses "alimentos", o que em geral torna-os mais barato do que as opções mais saudáveis, que utilizam ingrendientes mais primorosos e nutritivos. A diferença de custos, no entanto, mostra-se irrelevante, considerando que os resultados futuros de cada um desses estilos de alimentação levam, respectivamente, a complicações na saúde e tranquilidade.

Assim, na hora de escolher o que vai na mesa, é melhor fazer um bom investimento - e não se arrepender mais tarde. A qualidade de uma boa refeição envolve diversos aspectos, como boa procedência da matéria prima, bons hábitos de higiene no preparo e acondicionamento, balanço nutricional e, é claro, muito cuidado e conhecimento no processo. Em todos esses fatores você pode ter certeza que a Schmitz Refeições poderá satisfazê-lo - consulte nossas opções de refeições e verifique qual se adapta melhor à sua rotina.

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